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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Mais Alsace: Ribeauvillé

Ribeauvillé ganhou meu coração muito fácil!

Como não amar essas cores, flores, uma ruazinha com vista a um castelo lá no topo da montanha cercada de vinhedos. 



Foi nesse cenário lindo que almoçamos. Não entendia bem o menú, mas uma coisa aprendi rápido, pedir a tarte flambée na Alsace é garantia de sucesso. É rápido, crocante, gostoso e o preço é bom: entre 8 e 10 euros.


Queria conhecer mais a culinária alsaciana, pensei em pedir o Baeckeoffe, mas o dia estava quente pedindo algo mais fresco, aí pensei num prato mais puxado para o lado alemão e não deu outra: choucroute!


Vinho na taça, mesinhas do lado de fora do restaurante sob a sombra de um parreiral, tudo muito bom, tudo muito bem, gravei esse vídeo para lembrar do lugar e tal:


De repente passa um rato! OMG, um rato! Ninguém se abalou, francesada blasé comendo. 

Pablo me acalmou, devia ser da rua, muitas construções antigas, bláblá, por sorte - ou não - eu já tinha terminado de comer e o bicho sumiu. Fiquei fazendo a francesa terminando o vinho.

Aí ele me diz: eu acho que o rato voltou e tá aqui embaixo!  

Uêpa! O suficiente para baixar a Daiane dos Santos e dar um duplo twist carpado da cadeira, fazer um passo de samba do crioulo doido. 

Mantive a finesse e não gritei, mas quando parei, vi que todo mundo me olhava: alguns assustados, outros visivelmente se divertindo, para o rato ninguém nem tchum.

O homem da mesa ao lado minimizou 'une ratatouille', bonitinho como o do filme, o casal da mesa em frente liberou as crianças para correr atrás do bichinho e tirar fotos. Vida que segue.


Pagamos a conta e saí ainda tonta com o susto que levei.

Começamos a subir a montanha que avistamos quando chegamos na vila, tinha muita gente fazendo isso, todo mundo preparado para o trekking, claro. 

Eu estava de sapatilha porque a última coisa que pensei para o dia foi trilha, mas fui devagarzinho numa boa até onde deu pra ir. 

E que recompensa maravilhosa, uma delicia a vista lá de cima! 


Descemos e encontramos um pub, talvez o único da vila, pausa para provar cerveja e olhar o movimento.



Antes de chegar ao estacionamento, uma parada para comer crepe de nutella. Pablo como estava dirigindo bebericava uma coisinha aqui, outra ali, mas com a comida não houve meio termo. Voltamos mais redondos e felizes.

Saímos de Ribeauvillé e fomos a Saint Hippolyte, queria umas fotos nos vinhedos que tínhamos passado mais cedo e encontramos a Fête du Vin Nouveau: inesperado e sensacional!

Era um pequeno festival com música, dança, comidinhas tipicas e vinhos.

Nada turístico, um clima de festa do bairro, dá para imaginar como chamamos atenção, né? 

Quase não tinha jovens e um monte de gente veio puxar conversa, achei tão queridos! Muitos se esforçando para falar inglês, inclusive.


Não me fiz de rogada, provei com entusiasmo o vin nouveau que estava sendo celebrado e também os outros vinhos e quitutes da região. 

De volta a Colmar corri para encontrar os restaurantes abertos, não contei que alguns não abrem aos domingos a noite rs, mas pude encontrar opções para escolher.

Mais tarte flambée, deixei o nojinho de lado e pedi também escargot, não é caríssimo como imaginei e não é ruim, não sei se pediria novamente, mas a experiência valeu para saciar a curiosidade.

Pedi também um prato esquisito com um purê de algo que não faço ideia, batatas e um queijo estranho rs. O restaurante era bem intimista, no meio da noite o rapaz que nos atendia começou a tocar piano, foi divertido.

Voltamos ao hotel e na segunda-feira pela manhã pegamos a estrada rumo a Strasbourg para devolver o carro e pegar o trem a Paris.

Nosso vocabulário básico de francês foi bem útil durante o tempo que estivemos lá, pedir informação começando com um 'bonjour' e um sorriso no rosto faz toda a diferença na resposta deles.

A viagem a Alsácia é mais que recomendada, uma viagem que mexe com todos os sentidos.

Abraço! ;)

Mais Alsácia: Riquewihr

Começamos o dia cedinho indo a Riquewihr. 

Dá para iniciar melhor o dia? Desconfio que não! ;)

Uma das vilas mais lindas, pequenina, mas cheia de casinhas coloridas, flores, ruas de pedra.





Escolhemos um lugar para tomar café (compramos a hospedagem pelo site da Booking sem café da manhã incluído) e era tanta opção deliciosa que quase não pude escolher! Os franceses dominam essa arte da pâtisserie, né? 



É muita tentação de macaroons coloridos em todos os lugares rs!

Depois do café já era hora de iniciar as atividades com os vinhos! Se no primeiro dia estava eufórica atrás dos vinhedos, no segundo dia a euforia se dava com as degustações.

Antes passamos por outras vilas: Mittelwhir, Bennwhir, Zellenberg e paramos em Berghaim sem perceber que Ribeauvillé tinha terminado rs, é tudo muito pertinho, 2 ou 4 km já passavamos a outro domínio.

Essa viagem não foi necessariamente de enoturismo, o vinho tinha um papel de peso, mas não era a estrela da festa como a viagem que fizemos a Mendoza-Argentina, onde passamos uma semana visitando vinícolas, fazendo degustações e anotações sobre aromas, castas, caráter, elaboração, guarda, etc.

Muita gente acho que é frescura, esnobismo ficar cafungando e rodopiando vinho, mas não é, temos como uma paixão divertida e prazerosa: Pablo é sommelier nas horas vagas e eu cheguei a iniciar o curso na faculdade de química! #revelações 



Fizemos uma rápida seleção e tentamos visitar 3 vinícolas importantes da região no domingo: uma perdemos o horário, a nova visita teria inicio 2h depois, não esperamos nem voltamos, e as outras duas estavam fechadas.



Sim, fechadas para minha surpresa! Fiquei com a grata ideia de que eles não se vendem ao turismo, não importa se é sábado ou domingo, o turista que se adapte à rotina deles.

Quem caiu aqui no blog procurando informações sobre a rota do vinho na Alsácia e vinícolas a visitar, recomendo a leitura desse texto do blog Entre Culturas.

Falando nisso, chegamos na época da colheita - foi intencional - e também da comemoração dos 60 anos da rota, totalmente acaso. É a rota do vinho mais antiga da França.


A produção é essencialmente de vinhos brancos, dentre as castas da região, minhas preferidas são: Riesling, Pinot Gris e Gewürztraminer.

Ah, nossa degustação aconteceu junto com o almoço lá na linda Ribeuvillé, contarei no próximo post.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Um fim de semana na Alsace: Saint Hippolyte e Colmar

Estrasburgo e Colmar estão distantes apenas 70 e alguns quilômetros, você pode escolher fazer esse caminho passando pela rota do vinho ou pela rodovia comum.

Como nos estendemos no passeio em Estrasburgo, escolhemos a opção mais direta.

Já quase chegando a Colmar decidimos entrar na route des vins d'Alsace: eu precisava ver os vinhedos, estava como criança esperando a hora de abrir os presentes de Natal, uma ansiedade e alegria por descobrir se era verdade tudo que tinha lido nos guias.


Ó, não me decepcionei nem por um segundo! Que beleza, gente! Uma imensidão verde, vinhedos a perder de vista e a estrada cortando as plantações, não há cerca, tela, nada separando as uvas dos viajantes. São como cidadezinhas dentro de vinhedos!

Estacionamos em Saint Hyppolite e saímos andando, quantas casinhas coloridas e floridas! 

Pouco movimento nas ruas, se não fosse o encanto e charme do lugar, poderia até pensar que era uma cidade não habitada tamanha quietude.



Aliás, era tudo tão perfeito, limpo, organizado que parecia uma cidade cenográfica!

Paramos também na estrada, andamos pelos vinhedos, tiramos fotos, demos risadas.



Quando finalmente chegamos a Colmar, demos uma volta na cidade e fomos ao hotel  fazer o check in por volta das 20h. 

Escolhemos o Roi Soleil Prestige Hotel, excelente estrutura, bom preço a nível França, mas uma localização péssima.

Impossível ficar hospedado lá sem carro, fica na zona industrial, na entrada de Colmar. De carro em 10 minutinhos chega-se ao centro, o GPS será seu melhor amigo. 

Estavamos empolgadíssimos para jantar em algum lugar legal, era nossa primeira noite na Alsace, terminar o dia incrível em grande estilo, né?

Um balde de água fria quando nos disseram na recepção do hotel que tudo já estaria fechado na cidade. Mas como assim fechado às 22h de um sábado? Uma cidade turística e todo mundo espera alguma coisa de um sábado a noite.



Fui pagar para ver: os poucos estabelecimentos ainda abertos não aceitavam mais clientes. Não tinha absolutamente nada aberto, nem lojinha de posto de gasolina, nem barraquinha de cachorro-quente pós balada, nada. 

Vimos um restaurante de comida japonesa com a luz acessa, eles ficaram com pena da gente e aceitaram montar alguma coisa para o take away: salvaram a noite! 

Terminamos sentados na praça da La Petite Venise rindo e comendo sushi. Na França, fronteira com a Alemanha, comendo comida japonesa no banco da praça vazia de nome italiano. 

Ah... viver é bom! ;)

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Um fim de semana na Alsácia: Strasbourg

Viajamos sem a pretensão de conhecer todas as vilas, visitar todas as atrações ou fazer toda a rota do vinho, seria impossível com o pouco tempo que estivemos lá.

Nossos planos eram mais simples, queríamos apenas aproveitar um lugar diferente, fazer um passeio bacana, namorar um pouquinho, admirar paisagens, comer e beber bem. 

Sem muitos compromissos turísticos na agenda mesmo.

Focamos num trecho da Alsace para passar o fim de semana, ali na região entre Colmar e Saint Hippolyte. 



Essa decisão permitiu que fizessemos uma viagem rápida, mas sem correria, está tudo muito perto, cada vila está separada por pouquíssimos quilômetros e muitos vinhedos, então íamos de um lado a outro - dentro dessa área que definimos - com muita facilidade.

Pegamos o trem em Paris com destino a Strasbourg, a capital da Alsácia,  lá tínhamos um carro alugado na Hertz e a ideia era ir descendo pela rota do vinho até chegar a Colmar onde tinhamos reservado hotel por duas noites.

Strasbourg não estava no roteiro, mas quem disse que resistimos aos encantos dela?

Chegamos no sábado às 9h, retiramos o carro e antes de pegar a estrada pensamos em dar uma voltinha no centro, conhecer pelo menos a catedral e ver umas casinhas coloridas. 




Levamos umas 5 horas passeando, paramos para tomar café no coração da Le Petit France e nos perdemos caminhando pelas ruazinhas.

Passamos por feira de bairro, feira de antiguidades, morri com várias padarias e todos os pães e baguetes expostos, barraquinhas vendendo bretzel e crepes, comia tudo que via pela frente sem me preocupar com as calorias. Estava feliz, muito feliz.






O movimento de turistas e artistas de rua ia aumentando gradativamente, e aos nossos olhos uma mistura de França e Alemanha encantadora.

A região da Alsácia foi por séculos alvo de disputas e guerras entre ambos países: foi anexada a França na época de Louis XIV, depois foi reunificada a Alemanha após a Guerra Franco-Prussiana de 1870, o jogo virou e esteve sob o domínio alemão até o final da Primeira Guerra Mundial, quando a Alemanha a cedeu de volta à França no Tratado de Versalhes.

Eu senti esse iô-iô histórico muito presente em tudo que vi, a referência francesa e alemã está em todos os lugares: na arquitetura, culinária, linguagem do povo, religião, etc. 

Encontrar escargot e choucroute no mesmo cardápio é moleza, pessoas falando francês-alemão também. Eles produzem vinho e também cerveja.

Já impressionados com tanta riqueza histórica, nos deparamos com a Catedral de Estrasburgo - Cathédrale Notre-Dame-de-Strasbourg - e sei que não vou conseguir descrever nem um tiquinho da emoção de estar ali.



Precisei tocar para me convencer que era tudo de pedra...


                         
Não sou muito religiosa, não sou de ficar mega impressionada com igrejas, mas a catedral mexeu comigo. 

Mexeu de um jeito que apesar de todo o fuzuê da turistada, eu quis parar e agradecer. Ascendi uma vela numa igreja pela primeira vez na vida e rezei. 

A catedral é incrível e diria que vale a pena ir a Strasbourg só para conhecê-la. Tudo é impressionante, cada detalhezinho é belo. 

O interior da catedral conta ainda com um relógio astronômico que me deixou hipnotizada mesmo sem assistir o espetáculo que ocorre às 12:30:
"Um anjo faz soar o sino e outro gira a ampulheta. Nesse momento, quatro personagens começam a se mover, passam pela morte que faz soar um sino de prata, marcando o quarto de hora: a criança, o jovem, o adulto e o velho.
No último andar, os 12 apóstolos desfilam diante do Senhor. Quando é a vez de Pedro, o galo, que fica pousado à esquerda do relógio, no alto, bate as asas e canta. Faz isso três vezes." Fonte: O Globo. 

O Youtube salvou minha curiosidade, achei esse vídeo com o relógio em movimento:
          

E quem ainda tiver fôlego, pode subir as escadarias da altíssima torre gótica - uns 300 e poucos degraus, rá! - e apreciar a cidade do alto. Não duvido que vale muito a pena.

Deixamos a fantástica Strasbourg e caímos na estrada!

Continua...

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Algumas horas em Paris

Se você tivesse poucas horas em Paris, o que faria?

Ficou parecendo pergunta de programa de auditório, mas foi a situação que nos vimos quando compramos as passagens de avião e trem na França.

Nossa viagem foi para a Alsácia, passar por Paris foi só a forma mais barata que encontramos para chegar ao nosso destino.

E nesse jogo, ganhamos 5 horas livres entre a chegada do trem e a saída do avião. 

Foi casualidade, coisa dos horários dos transportes não encaixarem direitinho, não recomendo ninguém viajar para passar poucas horas (é obvio, mas acho válido frisar).

Nós dois já havíamos estado em Paris anos atrás, ambos apaixonados pela cidade e  aí foi fácil pensar no que fazer para aproveitar esse tempinho curto: um passeio às margens do Rio Sena, um almoço em Montmartre, ficar sentado em algum parque ou ir dar uma volta no Quartier Latin.  

Coisas que fizemos antes e ficaram guardadas com carinho na memória, sabem? 

Chegamos a Paris sem planos definidos, pegamos um mapa na Gare du Nord e decidimos ir à torre: mais clichê impossível! Mas né? Queria ir com ele lá (fui sozinha na primeira vez).

Um dia de verão no inicio do outono, calor do cacete, troca de linha do metrô, gente pulando catraca aqui, turista perdido ali e o romantismo foi por água abaixo haha.

Cheguei a torre um tanto irritada, suando e com vontade de bater nas ciganas que perguntavam se falavamos inglês a cada 30 segundos.


Relaxei, estava em Paris com o amor do lado, céu azul e saúde. E aí a animação superou o bom senso, cismei que precisava ir a Montmartre também.

Tão lindo, tão Amelie! Não precisei dizer mais nada para convencer Pablo a ir. E tome metrô de novo, calor, agonia.

Saímos na parte de baixo da Sacre-Coeur, o que quer dizer que subimos toda a escadaria esbarrando em 300 pessoas, noivas fazendo ensaios e quando cheguei na parte alta estava um caco velho.  

Deixa de reclamar, fia! Curta a vista! Olha que coisa linda! Pega um macaroon ali! - Pensava. 

Estive em Paris em janeiro, estava cinza, menos colorido e infinitamente mais tranquilo. 

Sei lá, algumas ruas ainda que charmosas ao extremo, me lembravam uma mini micareta com tanta gente reunida. #exagerada

Sentamos num barzinho na área mais turística de Montmartre, já estava saudosa, pedimos quiche e cerveja para fechar a viagem.

Corremos para comprar mais uma baguete na Paul pegar as malas na estação e chegar com 3h de antecedência ao estacionamento do transfer para o aeroporto de Beauvais.

Cansei? Ô! Se faria de novo? Mil vezes, tenho mesmo um caso de amor com a França...

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Fotos Paris

Na fila para subir ainda de dia...



Plaquinha da famosa avenida!



Jardins de Versalhes:



Palacio de Versalhes:



Um pouquinho de Montmatre (não deixem de fazer o tour pelo bairro com o pessoal do Sandemans - 12 euros o passeio e vale muito a pena!) - Moulin Rouge!



Uma vontade de voltar aí na primavera!



Muvucão da Monalisa! :P



Outro videozinho mal feito rs, juro que aprenderei a filmar! Muito vento lá em cima, linda vista, né? ;)

domingo, 10 de abril de 2011

Fotos Paris

Uma das 768503583 fotos da torre! ;)



Basilica Sacre Coeur belissima!



Museu do Louvre!



Caminhando com o free tour (próximo a catedral de Notre Dame).



Mais um dia feliz da vida caminhando sem rumo...

sexta-feira, 4 de março de 2011

Paris

Cheguei no aeroporto Charles de Gaulle e durante a viagem coincidentemente sentei do lado de um baiano que estuda música em Barcelona, uma simpatia! Ele estava com um casal de franceses e me deram dicas de como chegar e comprar o ticket, pegamos o trem juntos e foi uma mão na roda.

A passagem custou 8,70 e até chegar na minha estação demorou uns 30 min, desci sozinha e tive que combinar 2 linhas de metrô para chegar ao hostel.

Nesse dia, com o final de tarde que me restava, fui conhecer a basílica de Sacre Coeur, lindíssima! Lá tem um mirante que dá para ter uma noção da imensidão que é a cidade e vi - de longe - a Torre Eiffel pela primeira vez.

No dia seguinte não sabia nem por onde começar! Tem um milhão de coisas para se fazer em Paris de verdade.
Resolvi ir ao Louvre, há uma estação de metrô que pára no museu, é uma estação quase como um shopping: climatizada, com várias lojinhas e turistas! Comprei o ticket do museu numa dessas lojas e não peguei nada de fila para entrar.

O Louvre é dividido em 3 prédios, comecei pelo que estava a Monalisa, estava ansiosa para conhecê-la rs! Escutei em todos os idiomas que pude decifrar “é pra lá a Monalisa”. 

Chegar na bonita não é fácil, fica o maior muvucão em volta, mas com fé você chega e pode admirá-la, tem uma cordinha limitando a aproximação, seguranças, é uma das obras mais conhecidas do museu e já tentaram roubá-la algumas vezes. 

É  menor do que eu imaginava... e passada a ânsia de conhecer a Monalisa, andei mais tranquila pelo museu, quando olhei o relógio, já tinha horas fazendo isso! 

Você não percebe o tempo que leva lá dentro e eu recomendo mesmo que faça sem pressa, não queira conhecer Paris em menos de 4 dias, é impossível. Se tiver pouco tempo livre, foca direitinho no que quer ver para não correr de um lado a outro desesperadamente.

Fiquei 4 dias e meio e não cheguei perto de conhecer metade das coisas que me interessavam, vi a maioria dos pontos turísticos,  claro, mas pra mim Paris – e qualquer outra cidade - é muito mais que isso...

Sai do museu e caminhei sem rumo guiada pela torre, passei pelos Jardins de Tuileries e me deu muita vontade de voltar na primavera. Passei também pela Champs Elysees, vi o Rio Sena pela primeira vez e quando já não podia mais andar, voltei para o hostel e jantei num restaurante do bairro.

Um bistrô charmoso e pequeno, só se falava francês, eu não entendia os nomes dos pratos apesar da disposição do garçom em tentar explicar, passou um prato lindo para a mesa ao lado e eu disse “quero esse”, ele trouxe, cortei a carne mais macia e quando provei era figado. 

Cacete, 14 euros num prato de figado com nome chique - na verdade era só o nome em francês rs!

No outro dia fui ao Palácio de Versalhes, me perdi nas mudanças de trem, mas consegui chegar. A entrada custou 15 euros, queria ir nos aposentos de Maria Antonieta, mas por algum motivo que não entendi estava fechado, andei um bom tempo lá dentro e usei o head fone até onde minha paciência permitiu e assim conheci um pouco mais da historia. 

A parte externa é incrível e de novo minha vontade de conhecer aqueles jardins fantásticos na primavera... 

Voltei a tempo de pegar o tour por Montmartre a noite, já havia passado algumas vezes por vários lugares do bairro, mas sem saber a história das coisas, passei “batida” por muitos pontos interessantes.

Esse tour eu recomendo muito! Em várias cidades europeias funciona o “free tour”, em regra não é free, no final você deve pagar um valor que acha adequado, acho razoável entre 5 e 10 euros, são guias jovens que caminham pela cidade por cerca de 3h contando a história e curiosidades sem ser entediante como a maioria dos guias. 

Os grupos geralmente tem 20, 30 pessoas e muitos são viajantes independentes, mochileiros, é muito bom para ter uma “visão geral” do lugar e depois escolher os pontos de interesse. E a noite sempre rola o pub crawl ou alguma coisa parecida, a galera se junta para ir beber em alguns bares.

Há outros tipos de tours com preços fixos nessa rede, como esse tour por Montmartre que custou 12 euros - ótimo, uma Paris totalmente diferente! Os tours tem em inglês e espanhol.

Pois bem, eu recomendo fazer esse tour no primeiro dia, mas acabei fazendo no penúltimo dia em Paris, as meninas do hostel me acompanharam e foi ótimo, no final cada uma seguiu um rumo diferente, eu fui com o pessoal do tour almoçar em um restaurante turístico tipicamente francês.

Depois caminhei mais e no final da tarde fui para a torre, resolvi subir e foi a melhor coisa que fiz, é demais a vista lá de cima e uma sensação mágica estar lá. 

Subi até o segundo piso - o terceiro estava fechado, a subida de elevador, mas se você tiver pique de atleta e/ou quiser economizar uns 2 euricos pode subir a escada.

Quando estava subindo a torre ficou iluminada e quando cheguei no segundo andar, ela começou a piscar: tão lindo, gente rs! Acho bom ir no final da tarde, assim vê a torre de dia e de noite!

Beijos!

Paris

Ah Paris, Paris, Paris! Amei a cidade, achei romântica, encantadora, cheia de charme, história e foi a única que bastou um dia para eu ter a certeza que voltaria outras vezes.

Foi difícil encontrar hostel com preço razoável e vaga para todos os dias que eu ficaria, não queria de jeito nenhum mudar de lugar, ficar metade do tempo em um lado e outra metade em outro, a essa altura da viagem já estava com abuso desse processo de pegar metrô e procurar hostel com mochila nas costas e mala na mão, fazer check in, check out.

Assim encontrei o Hostel Coulaincourt, a localização dele é boa, fica próximo a Sacre-Coeur e se você é fã do filme Amelie Poulain, irá sentir-se vivendo o filme muitas vezes por ali. Logo na chegada a estação de metrô do hostel é onde filmaram muitas cenas e Montmatre e o café onde Amelie trabalhava fica distante a poucos minutos de caminhada.

O hostel é arrumadinho, fiquei em quarto feminino para 5 pessoas com banheiro, parecia limpo, mas bastou eu me abaixar para empurrar a mala embaixo da cama para ver os bolos de poeira, mas ok, meu senso de limpeza mudou muito nessa viagem por questão de sobrevivência, ou eu mudava ou ficava louca, porque a principio eu não conseguia dormir quando descobri que as colchas/mantas grossas para inverno não são trocadas, lavadas a cada novo hospede, troca-se o lençol apenas, alguns hostels mais higiênicos te dão um “porta-colcha” ou sei la como chamam isso, mas é tipo uma fronha, um lençol gigante onde você enfia sua colcha/manta usada por tantas pessoas e tem uma sensação melhor de limpeza.

A parte isso, os quartos são minúsculos,  onde cabem 3 camas, colocam 5, mas ok de novo, você está em Paris e vai usar o quarto apenas para dormir! 

Odiei o staff. Apesar de tudo isso guardo boas recordações, dividi o quarto com uma argentina de Cordoba muito querida e tinham 2 irmãs mexicanas também queridissimas que saíram do quarto na primeira noite porque sentiram bichinhos (jesus!) mordendo elas, foram para um quarto menor ainda e sem banheiro, então eu e a argentina preferimos ficar nesse com os supostos bichinhos, não sabia se sentia ou se era psicológico,  na dúvida, pedimos para passarem inseticida e aí depois também já não sei se não sentia mais nada ou se era psicológico rs... 

O hostel reservei pelo hostelbookers, sempre preguei o uso do hostelworld, mas esse site agora tem os preços mais em conta, esse mesmo hostel saia 28 euros pelo hostelworld, paguei 22 euricos pelo hostelbookers, barato a nível Paris!