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terça-feira, 6 de agosto de 2013

Edimburgo

O último dia começou preguiçoso, acordamos mais tarde e antes de ir turistar, tivemos que passar no trabalho do dono do quarto que alugamos pelo AirBnb para deixar as chaves e nossas malas.

Ele trabalha numa 'cooperativa artística', é um prédio onde cada sala é ocupada por profissionais ligados à arte: pintores, dançarinos, músicos, artesãos, etc. Achei bem interessante o projeto e foi muito legal conhecer o espaço, sem contar que a cobertura do edifício tinha uma vista maravilhosa da cidade e do Artur Seat.



O dia estava digno de ser chamado verão, céu azul, muito sol e todo mundo insistia para que subíssemos o Artur Seat, acredito realmente que seja incrível lá em cima,  mas faltou disposição para escalar subir o morro.

Daí partimos para o centro, faltava visitar o famoso Edinburgh Castle... só não contava que o sábado estaria uma loucura, muita gente esbarrando, filas, toda sorte de excursões sendo oferecidas no caminho, fiquei agoniada! 
Encarei a fila do castelo por alguns minutos, mas a coisa não andava e fomos procurar uma sombra.

Cruzamos com o William Wallace, desviamos das pessoas posando para fotos e paramos no The Scotch Whisky Experience. Fui pensando em comprar um whisky de recordação e terminei fazendo a visita.



Na real? Esperava mais da visita, a guria que conduziu nossa degustação era chata e impaciente. 
Tá, tinha muita gente, turista geralmente é um bicho sem noção - eu sou turista e pago meus micos, rá! - mas a mocinha trabalha com isso e um pouco de simpatia não faz mal a ninguém. 
Nem piadinha pronta rolou, ela apresentou as regiões escocesas que produzem a prestigiada bebida nacional com zero entusiasmo.

Compramos a visita 'gold' achando que tinha alguma diferença além da quantidade de whiskys para degustar, sei lá, pelo menos alguém guiando a parada. 

Mas a coisa funciona igual independente da visita escolhida (seja silver, gold, etc), todo mundo pega o trenzinho em forma de barrica e assiste uma animação (acho que foi a parte mais interativa rs).

Depois do passeio, esperamos formar um grupo e aí entrou todo mundo junto numa salinha, passou um vídeo, a criatura mal humorada deu uma explicação e pediu para escolhermos um whisky para provarmos.

                   Esse senhor vai contando todos os detalhes no passeio do trenzinho...

                                                   Fermentando! :P


Você escolhe o whisky, bebe e vai visitar a coleção de garrafas, ela deu tipo uns 3 minutos para olhar as milhares de garrafas, mas ok. 


Acabou a visita e eu fui correr atrás dos meus outros drinks: um senta lá Claudia daqueles, ficamos no bar esperando algum garçom terminar de atender vários grupos de pessoas felizes no embalo do meio dia... e quando finalmente trouxeram nossos copinhos duvidei que fosse conseguir provar tudo.

Não sou muito fã, mas já que estava na Escócia queria bebericar bons whiskys! Então não precisava ter comprado 2 visitas 'gold', bastava uma que os copinhos servidos alcançavam para nós dois provarmos e irmos embora satisfeitos.  



Sim, terminei tomando todos os bons drinks porque foi caro e já estava ali mesmo rs.

Depois dessa experiência, precisavamos comer! E a escolha foi um dos 31465 restaurantes de comida italiana do centro. Na saída, para terminar de enfiar o pé na jaca, passamos na divina Patisserie Valerie (comprei tortas todos os dias, tudo delicioso e o take away é mais barato que sentar para comer).


Antes de pegar o Airlink para o aeroporto, andamos mais pela Royal Mile e Prince Street já certos que voltaríamos, quem sabe em dezembro com os festivais e feirinhas de Natal!?



Ah, para os fãs de Harry Potter, andar em Edimburgo é como estar nos livros, eu jurava que a qualquer momento iria cair no Beco Diagonal ou em Hogsmade! 

Lá dá para fazer tours percorrendo vários lugares da cidade que inspiraram a escritora JK, não fiz porque só descobri isso no último dia quando fuçava o mural do café The Elephant House - kuen kuen - certeza que iria me divertir muito e talvez o melhor seria a cara do namoradão acompanhando o tour sem entender absolutamente nada rs! 


                                              Hogwarts feelings....

O Rick fez esse rolê Harry Potter e contou lá no Livin' La Vida como foi esse passeio! :)


Nota mental: não esperar 3 meses para escrever sobre as viagens hehe.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Edimburgo

Nessa viagem buscamos hospedagem pelo AirBnB, para quem ainda não conhece, é um site onde as pessoas disponibilizam quartos, casas e apartamentos para alugar.

Há muita opção interessante em praticamente todas as cidades do mundo. Foi nossa segunda experiência com o AirBnB e novamente ficamos bem satisfeitos. 

Dessa vez ficamos no apartamento de um casal polonês que vive há mais de 8 anos em Edimburgo. 
O bacana é que além de conseguir um espaço só pra gente pagando o mesmo que pagaríamos num hostel dividindo o quarto com X pessoas, podemos trocar ideias com as pessoas que moram ali, que não vivem do turismo e tem uma visão muitas vezes mais real da cidade.

No segundo dia acordamos e nosso anfitrião nos contou que estava indo comprar peixe fresco na região de Stockbridge, ele comentou que lá não era a área mais turística de Edimburgo, mas que o bairro era bem interessante e abrigava também o jardim botânico, que em último caso já valia o passeio.

Aceitamos a sugestão, pegamos a carona e adoramos o lugar!

Caminhamos pelas ruazinhas, há vários estabelecimentos comerciais, pubs e casas fofas, cheguei até a pensar que poderia viver ali rs, foi onde senti a cidade com um ritmo mais comum, vi crianças brincando, pessoas fazendo compras no mercado, gente com cara que estava indo ao trabalho... essas coisas simples do cotidiano mesmo.

Passando pelo Inverleith Park vi uma aula de ginástica que achei curiosa, um professor passava exercícios que as mães podiam fazer com os carrinhos de bebês ao lado, até corrida com os carrinhos rolava.

Chegamos no Royal Botanic Garden e a principio íamos dar só uma olhadinha, voltar para o centro e continuar nosso roteirinho turístico, ficando com o terceiro e último dia da viagem livre para fazer alguma excursão ou pegar o trem para alguma cidadezinha próxima a Edimburgo (fica a dica de St. Andrews).

Pois, passamos algumas horas no jardim botânico! O lugar é enorme, estava lindo demais cheio de flores por todos os lados que nem sentimos o tempo passar.






Do Royal Botanic Garden fomos andando até o centro, uma caminhada boa que deu para cansar e aumentar a fome rs! 




Já na Royal Mile, paramos para comer no Tavern Royal, comemos nesse pub no dia anterior e estava tudo tão gostoso que repetimos o lugar.

Os preços são bons - média de 8 libras - e os pratos são bem servidos, vale a pena provar a salada de queijo de cabra e peras caramelizadas, o clássico fish and chips e o hambúrguer da casa.

Na Escócia há um prato tipico conhecido como Haggis, estava certa que não chegaria nem perto porque acho nojento comidas com miúdos e partes raras de bichos, mas não é que terminei provando esse negócio?

Pedimos uma entrada com várias coisas fritas bem ao estilo dos pubs: batatas fritas, onion rings, pedacinhos de peixe empanados, queijo brie e no meio disso tudo estavam os bolinhos fritos de haggis! O namorado provou primeiro, aprovou, eu arrisquei e até gostei rs! 

Nos mercados vendem os haggis enlatados, mas aí já não tive estômago para provar.



Passeamos mais pela Old Town, nos perdemos em alguns wynds e closes, que são passagens secretas passagens estreitas, becos que rendem boas fotos e revelam praças e edifícios que nos levam a uma viagem no tempo, muita gente diz que os windys e closes guardam a essência de Edimburgo.

Muita gente acredita também que por aí está todo o mistério do lado fantasmagórico, gótico ou paranormal da cidade. 



O mercado turístico explora essa parte sombria da história, há inúmeros tours noturnos que levam os corajosos pelos closes, cemitérios e câmeras da parte subterrânea, alguns tours têm até encenação! O mais famoso é o do Mary King's Close.

Em Edimburgo há uma cidade subterrânea da época medieval, esse lugar obviamente não oferecia as melhores condições de vida, havia muita umidade, pouca luz, péssimas condições de higiene e com o tempo as pessoas abastadas se viram obrigadas a buscar outra alternativa de moradia, surgindo a verticalização da cidade em cima dessa estrutura original.

A cidade subterrânea foi abandonada e passou a ser habitada por gente com poucos recursos, claro. Era um lugar propício a proliferação de doenças e conta-se que vendedores de corpos humanos iam aí buscar suas vitimas, ou seja, um lugar de muito sofrimento. Para os sensitivos ainda hoje é possível ver e ouvir o lamento dessas pessoas.

Preciso dizer que preferi conhecer esses lugares e essas histórias sob a luz do dia? :P

Se alguém encarou o tour noturno, me conta a experiência, please!

Continua...

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Edimburgo

Sempre desconfio quando me dizem "a cidade é pequena, 2 dias bastam", porque né? Morei 2 anos em Montevideo e cansei de ver gente dizendo que 2 dias lá são suficientes para já não ter o que fazer, e achava isso a maior bobagem, passei mais de 800 dias na capital uruguaia e acreditem que todo mês me surpreendia com algo novo.

Mas esse post é sobre Edimburgo rs, voltarei ao tema.

Partindo de Dublin a viagem é super rápida, cerca de 1 hora de voo, e pode ser barato também, conseguimos comprar as passagens pela Ryanair por 40 euricos.

Chegamos numa quinta-feira às 8h e voltamos num sábado às 20h, tivemos 3 dias ensolarados para explorar a cidade e agora faço coro aos que dizem que o lugar é pequeno.

Note que pequeno não é o mesmo que desinteressante, por favor. O centro concentra as principais atrações e é fácil fazer boa parte dos passeios a pé, o que é ótimo para nossa vida de turista. 

Não vou dizer que 2 dias são suficientes para ver tudo, mas arriscaria dizer que em 2 dias você tem uma boa noção da cidade e aproveita muita coisa bacana.

Saímos do aeroporto e pegamos o Airlink Bus (número 100) ao centro da cidade, o ticket ida e volta custou 6 libras e em meia hora chegamos na Prince Street.

Começamos o dia conhecendo a área da Royal Mile na Old Town e logo optamos pelo free tour  do grupo Sandemans que tem o ponto de encontro na frente do Starbucks nessa mesma rua. 


                                                  Royal Mile

                           Catedral St Giles e a torre - bela - em forma de coroa

                                                                Vitrais da catedral

O tour tem saída às 11h e 13h, e pode ser com o guia falando em inglês ou espanhol. Escolhi o tour em espanhol porque estava com preguiça do inglês o grupo era menor, tinham só 8 pessoas, enquanto o tour em inglês contava com 30 pessoas.

Recomendo demais que façam um walking tour, é uma forma rápida e gostosa de conhecer mais sobre a história e pequenas curiosidades do lugar que estamos visitando. 

Caminhamos por 3 horas e meia, conhecemos muitas histórias e pouco a pouco Edimburgo foi me conquistando rs! 

Passamos por vários lugares que jamais daria muita bola se não soubesse o que de fato representava, no máximo passaria e diria "ah, que monumento bonitinho" como vi muita gente fazendo na estatua do cachorrinho Bobby ou olhando torto para as pessoas que passavam e cuspiam - eca! - no coração de pedra no chão em frente a catedral de St. Giles.

                            Teve gente que incorporou o escocês e preparou para cuspir!

                                                                   Bobby fofo! ;)

Parece muito dizer que estivemos 3 horas e meia fazendo um tour andando, mas é tanta coisa interessante que vamos descobrindo que passa rápido. Em cada ponto a guia pára e conta algo, então não é uma maratona correndo pela cidade e na metade do percurso há uma parada de 15 minutos para descansar.

A proposta do free tour é no final do passeio você avaliar o serviço que recebeu e contribuir com o valor que entende correspondente, justo. 
Terminamos pagando 15 libras pelos dois (como 8 euros para cada), mas vi a maioria deixando 10 libras e me senti um pouco mão de vaca rs, quanto vocês costumam pagar nesses tours? 

Edimburgo é sensacional, as construções antigas e quase do mesmo tom deixam tudo com um ar medieval, caminhar por essas ruas é uma delicia. Também achei as pessoas muito simpáticas.

Saímos da Royal Mile e fomos ao Calton Hill, fica bem pertinho e vale muitíssimo a pena subir cada degrau das escadas que dão acesso ao morro, de lá temos uma vista espetacular da cidade! 





Além da vista para a Old Town e Arthur's Seat, lá no Calton Hill encontramos ainda vários monumentos escoceses e britânicos. 

E achei que funciona como um parque nas alturas, vi não só turistas buscando o melhor click para as fotos, como também moradores tomando sol, conversando e até churrasco vi um grupo hipster fazendo rs!



                                           
O dia estava incrível, aquela coisa de calor, sol, verão que nunca pensei encontrar na Escócia. 

Ficamos muito tempo jogados na grama curtindo o sol, tiramos muitas fotos, fizemos um piquenique improvisado e queríamos ver o por do sol, mas saímos às 22h e o dia ainda brilhava.

Continua...