sábado, 22 de junho de 2013

Pub preferido em Dublin

Como bom casal velho, já não somos mais de baladas, já ficamos incomodados com o barulho, com o povo esbarrando constantemente e com a logística da noite, sabem?

Mas nós gostamos de música... e de cerveja! O que nos leva a andar bastante pelos pubs de Dublin num horário que seria a matinê do pessoal baladeiro hehe. 

                                                             Foto do site The Porter House

Quase nunca voltamos depois da meia noite, até porque temos que pegar o luas e o serviço encerra às 00:30h e gastar com táxi não é algo que nos deixa feliz.

Geralmente no fim de semana depois de bater perna pela cidade, paramos em algum pub para tomar uma pint e comer alguma friturinha tipica: batata frita, onion rings ou chicken wings. 

                                                                        O pub no St. Patrick
 

                                                               Friturinhas do The Porterhouse

As cozinhas dos pubs fecham cedo, a maioria por volta das 21h, então aí já está a primeira vantagem de chegar fora do horário de festa! :P

Outra vantagem é achar mesa disponível para sentar e curtir as primeiras músicas com muito espaço na pista.

E se tem um lugar que gostamos de ir beber, comer e dançar, esse lugar é o The Porter House no Temple Bar!




Adoro a banda que toca música irlandesa em vários dias da semana, adoro as cervejas deles e as comidas são gostosinhas e bem servidas. 

Difícil é andar por aí e entrar em outro pub! Quero saber o pub preferido de vocês também! ;)

Abraços!


O 'Taste of Dublin'

Mais um fim de semana explorando festivais! Nunca pensei que fosse encontrar tanta variedade de festivais e feirinhas aqui em Dublin.

No fim de semana passado aconteceu o Taste of Dublin que ao contrário dos outros eventos que participamos anteriormente, era preciso comprar a entrada por um precinho pouco camarada de 20 euros por pessoa.

Ficamos tentados a ir pela quantidade de restaurantes e a possibilidade de provar várias comidas diferentes, e ainda tinham atividades programadas como música ao vivo, mini cursos de culinária e inusitadas apresentações tailandesas (uma organização de turismo estava promovendo o país no evento).

Chegamos e tinha tanta gente que formaram filas para entrar, poucas vezes vi tantos irlandeses juntos num mesmo lugar. O povo estava arrumado, t-o-d-a-s as mulheres maquiadíssimas e eu lá com a cara lavada de todo dia, fiquei me perguntando o que estava fazendo ali.

Tinha área vip, umas meninas it girls e todo mundo com uma taça de prosecco na mão desfilando sob o sol primaveril rs. 

Estavamos meio perdidos, demos uma volta e vimos poucas coisas free, havia muito mais barraquinha de bebida do que comida e já pensando na furada que nos metemos, fomos aproveitar o sol e ver a programação tailandesa.



Lá degustamos vinhos e cerveja do país - oba, alguma coisa grátis hehe, vimos as danças, massagens e até participamos de sorteios de viagens! Achei o máximo porque temos planos  mirabolantes de ir a Tailândia ainda nesse ano.




E a partir daí o festival ficou legal, encontramos a parte onde finalmente haviam degustações incluídas no preço da entrada e era uma mescla de coisas: queijos irlandeses, vinhos franceses, argentinos e espanhóis, comida asiática, comida e cerveja tcheca, comida indiana, pães franceses, batatas fritas, bolos, um stand da Knorr com um cheff preparando risottos... olha, ainda não sei como não passei mal!



Nessa parte tinha também apresentações de danças irlandesas, eu adoro e até já cogitei  fazer aulas, mas aí lembro que sou dessas com pouca coordenação e fico inibida hehe...



Sabe o ar meio pomposo de quando chegamos? Foi embora com a chuva que caiu no meio da tarde! Não seria exagero dizer que a maioria das pessoas estavam um tanto embriagadas e distribuindo simpatia.

Uma banda fechou o festival na maior animação, era engraçado ver o povo vibrando com músicas que nunca escutei. Os integrantes do grupo vestiam roupas coloridas e chegaram a cantar músicas dos anos 90 como sucessos das Spice Girls - eu e as tiazonas pirando - e Backstreet Boys!



No final achei que valeu a pena pagar a entrada do festival, foi divertido.

Abraço! ;)

domingo, 9 de junho de 2013

Andanças em Dublin

Porque todo dia é dia de turistar, de conhecer algo novo nessa cidade e essa sensação de ter um mundo de coisas a descobrir é boa demais!

As vezes procuramos o que fazer na internet, como museus ou feirinhas para visitar, outras vezes simplesmente saimos caminhando por aí e nos surpreendemos com o que encontramos no caminho.

E tudo está valendo, sentar num parque e não fazer nada, descobrir as diferenças de cultura, ir aproveitar o sol, visitar as cidadezinhas próximas, sair para provar cervejas e comidas, sair para escutar música, sair para ver gente, sair para andar, sair para fotografar... sem dúvida é uma experiência que vai marcar demais nossas vidas.

Definitivamente nem tudo é fácil, temos muitos momentos de dúvidas, muitas perguntas ainda sem respostas, mas que na verdade só fortalecem as conquistas que vamos construindo aqui.

Clichê, né? Mas é bem isso mesmo... e sei lá, estou sentimental hoje haha.

Melhor parar de escrever e compartilhar mais fotos dessas andanças pela cidade! ;)













Abraço! ;)

terça-feira, 4 de junho de 2013

Bandejão da Trinity

Já entrei na Trinity College várias vezes e sempre achei curioso ver uma universidade cheia de turistas (eu, por exemplo!) caminhando entre os alunos.


Daí um dia marquei de encontrar meu namorado lá depois da escola e dando uma volta pelo pátio, passamos pelo refeitório: prontamente fomos seduzidos por uma plaquinha anunciando o prato de chicken tikka por 4 euros!

Não sabia se podiamos comer lá, se teriamos que apresentar algum documento ou qualquer coisa assim, mas decidimos entrar e foi ótimo estar ali junto com outros estudantes e professores, uma nostalgia dos meus tempos de faculdade.

O restaurante é um bandejão universitário bem organizado, o espaço é grande, tem muitas mesas e cadeiras, muitas opções de comidas - fiquei surpresa com a quantidade de comida para escolher! - e os pratos variam entre 4 e 8 euros.


O tal do frango tikka estava gostoso e a porção era grande, ou seja, com 4 euros dá para comer bem. Só era super apimentado, aliás aqui tem muita comida picante, quase não consegui terminar de comer e olha que sou baiana e chegada numa pimentinha hehe. 


Como estudante o melhor é fazer a comida em casa, gastamos menos é claro, mas num dia corrido pelo centro onde passar em casa não é uma opção, acho uma boa pedida almoçar na Trinity, é rápido e barato.


Abraço! ;)


sábado, 1 de junho de 2013

Conhecendo Howth

Na Irlanda os feriados correm para a segunda-feira, salvo o dia de St Patrick e natal, então quase todo feriado aqui ganha um plus de feriadão.

Em maio tivemos um feriadão e aproveitamos para dar ir em Howth, uma cidadezinha litorânea perto de Dublin.

Não estava esperando muita coisa e me surpreendi! Achei o lugar uma graça, um passeio super gostoso, fácil, rápido e barato de fazer.

Dá para chegar de dart ou ônibus, tinha lido que o melhor jeito para quem quer fazer a trilha pelos cliffs é ir de ônibus porque ele pára no inicio da trilha. Indo de dart tem que subir tudo andando, um ladeirão que já dá para cansar antes de iniciar a caminhada nas montanhas.

Como estamos mais para um casal sedentário do que aventureiro-esportivo, optamos pelo ônibus.

Pegamos o bus 31 na Abbey Street (aquela perto do Spire onde passa a linha vermelha do luas) e a passagem custou 2,80 euros.

Após 40 minutos de viagem, chegamos na simpática vila de Howth. Parecia que todo mundo tinha tido a mesma ideia de ir passar o dia lá, havia muita gente aproveitando o calor na grama, crianças brincando e um cheiro de fish and chips no ar.

                                                   Chegando em Howth! ;)
                                           
O dia estava lindo quando saimos de casa, mas sabe como é o clima irlandês, né? Ele pode mudar a qualquer momento, e assim a cada tanto tinhamos uns minutinhos de sol, garoa, céu nublado, sol de novo...

O ônibus passa pela costa e sobe uma ladeira. A parada para quem vai fazer a caminhada é a The Summit, não tem como errar porque tem placa sinalizando e é onde as outras pessoas que ainda estão no ônibus descem (na dúvida confirmem com o motorista). 



                                                Essa placa fica na parada The Summit


Quando cheguei na trilha percebi que não estava com o calçado apropriado, onde estava com a cabeça para esquecer de colocar o tênis? :P

Sorte que consegui andar com a bota que estava mesmo, mas não recomendo porque mesmo a trilha não exigindo muito - são pouco mais de 3 km - um sapato apropriado te dá mais estabilidade, detalhe fundamental a beira de penhascos, né? :P





Falando nos penhascos, a maior parte do caminho é segura, há pontos que passamos muito próximo da borda e ficava um tanto tensa hehe, mas são poucos, dois ou três. 




Tinha muita gente nas montanhas, vi pessoas de várias idades, de velhinhos a crianças, muitas famílias e alguns turistas.

Terminada a trilha passeamos pela orla e procuramos um lugar para comer, precisava almoçar alguma coisa com frutos do mar.
Escolhemos o East Cafe, que apesar do nome sugerir mais um lugar para tomar um cafe ou comer um doce no final do dia, serve muitas opções de almoço.





Meu namorado escolheu o clássico fish and chips, e eu depois de mudar 345 vezes de ideia pedi um prato de mini lagosta. 
Tudo muito bom, tudo muito bem, mas sai com fome! A comida é boa, mas acho que as porções poderiam ser maiores para valer mais a pena os 50 euros da conta (os pratos custaram 12 e 17 euros, mais bebidas e uma sobremesa).

                                                Meu pratinho pouco servido! 

O fim de tarde ficou bem frio e foi hora de pegar o ônibus de volta pra casa com a certeza que voltaria mais vezes a Howth.

Abraço! ;)

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Encontro com Oscar Wilde e comida brasileira

Domingão de sol e passeio no centro da cidade que terminou com almoço/jantar num restaurante brasileiro lá no Temple Bar.

Empolgados com o festival nas Docklands do último final de semana, fomos no Merrion Square conferir o Dublin City Soul Festival, um evento que ocorre desde 2007 e visa arrecadar fundos para uma instituição que ajuda crianças carentes aqui na Irlanda. 

Na programação constavam apresentações, musica ao vivo, barraquinhas de comidas e inspirava as pessoas a viverem e compartilharem essa sensação de fazer o bem, ajudar o próximo. A entrada era free, mas os organizadores deixavam clara a importância das doações para a sobrevivência do projeto.

Chegamos no parque e tinha uma fila considerável para entrar na área do festival. Desistimos de esperar e fomos aproveitar o sol e o resto do parque, e aí encontramos o digníssimo Oscar Wilde!


Oscar Wilde é uma das figuras irlandesas que tenho mais curiosidade e interesse em descobrir mais a respeito, talvez por sua história de vida intensa que afrontava os padrões da época  ou pelas famosas frases curtas, diretas e fortes das suas obras.

O bom é que encontro todos os livros dele a preços camaradas nas livrarias de Dublin.

Encontrei também alguns títulos disponíveis para download grátis e baixei O Retrato de Dorian Gray (link), mas não está fácil para meu nível de inglês e tenho uma certa resistência com material on line, necessito pegar o livro, folhear, levar na bolsa para passear comigo rs...

O parque vale a visita, é muito bem cuidado, tem bastante espaço livre para descansar, tem várias outras estatuas e monumentos em homenagem a pessoas e fatos marcantes da história irlandesa.

Na região do Merrion Square em Dublin 2 encontramos ainda os prédios em estilo georgiano com as portinhas coloridas, o The National Gallery of Ireland e o National History Museum.

Ah, estava quase esquecendo de comentar da comida brasileira do dia, fomos no restaurante Taste of Brazil e pegamos a promoção do horário das 16h às 18h: entrada + prato principal + 1 copo de refrigerante por 9,99 euros.  

Pedi o escondidinho de frango de entrada e filé de frango à parmegiana.  Meu namorado pediu o pão de alho e a feijoada. 

Gostei das comidas e dos preços, voltarei quando a saudade apertar e a preguiça não der conta do ritual de preparar feijão sem panela de pressão! ;)

Abraço!

domingo, 26 de maio de 2013

3 meses morando na Irlanda

Já completamos 3 meses vivendo nessa terra verde. 

Pensei em muita coisa para escrever, mas não consegui construir nada que fizesse sentido...

Fiz tópicos com cada coisa que fui lembrando dessa experiência, achei mais fácil rs! ;)


- No dia que chegamos aqui (23/02), a maior surpresa foi ver o avião pousando e a neve caindo: quem poderia imaginar?! Talvez seja só uma forma da cidade dar as boas-vindas, porque na primeira vez que pisei aqui - em dezembro de 2010 - também fui recebida com neve.

- Ficamos 10 dias num apartamento temporário que conseguimos pelo AirBnB dividindo com um casal gay, um polonês e um inglês. Depois mudamos para uma homestay, tipo de acomodação que nunca pensamos em morar.

- Levou mais tempo conseguir um apartamento e custou mais caro do que tinhamos previsto. Pela questão do preço decidimos dividir o apartamento com outro casal, antes de viajar a ideia era um canto só nosso.

- Dividir apartamento não é tão ruim.

- Acostumei com o interruptor do banheiro do lado de fora. E com as coisas modernas da casa, achava estranho cozinhar sem ver fogo/chama saindo do fogão.

- Meu nome para os irlandeses é Djamêla e até já me peguei falando "Prazer, Djamêla" quando conheço gente nova.

- Falo mais em espanhol do que inglês ou português. 

- Estudei com uma menina da Ilha da Reunião e fui no Google Maps ver onde ficava.

- Conheci na escola um menino do Sri Lanka que sabe toda a letra e coreografia do Ai se eu te pego. Fico passada com essas coisas rs! 

- Achei que seria mais disciplinada e esforçada com o estudo do inglês, mas ainda há tempo de virar o jogo... 

- Já vivi as quatro estações em 5 minutos, com direito a chuva, neve, granizo, sol, céu azul e céu cinza, sério!

- Sei o preço das coisas que compro com mais frequência no mercado e adquiri uma mania irritante, a pessoa vai registrando as compras e eu vou acompanhando o preço mentalmente. #louca

- Aprendi também a comprar pelo menor preço - geralmente os produtos com a marca do mercado. St. Bernard I love you (marca do Dunnes).

- Ainda esqueço a sacola quando vou no mercado e já fiz muito malabarismo trazendo as compras na mão.

- É possível encontrar tudo do Brasil nas lojinhas brasileiras, sai mais caro, mas você acha. Quando digo tudo é tipo tudo mesmo, exemplo: azeite de dendê, erva para chimarrão, guaraná antarctica, não me espantaria encontrar uma baiana vendendo acarajé na Grafton qualquer dia desses! :P

- Tem muito brasileiro vendendo delícias típicas, muita gente que vende coxinha, esfiha, pastel, bolo, etc. Já comprei algumas coisas e não me arrependi nenhuma vez. Tem restaurantes brasileiros também.

- Acompanhei barracos no grupo classificados do facebook e sempre vejo gente vendendo de escova de dente roupa usada a remédios, cigarros ou passando vagas.

- Outra mania que peguei aqui foi checar a previsão do tempo! Quase todo mundo que conheço tem o aplicativo no celular e/ou computador! 
É provável que você se renda a esse vício e até publique os prints da temperatura na timeline das redes sociais! :P


- Fui na tão falada Diceys. Para quem ainda não conhece a fama, é um bar que na terça-feira vende a pint por 2,50 euros, tem muito estudante - não só brasileiros como os próprios brasileiros dizem, o pessoal da minha escola por exemplo (espanhóis e italianos em grande maioria) frequenta to-da semana. 
Daí na quarta-feira aparece gente dizendo que teve celular, bolsa, carteira, mochila, casaco furtado! Fui 2 vezes lá, na primeira vez voltei sem meu cachecol, pensei que não tinha valor, ninguém ia dar bola e deixei apoiado na bancada onde estava, alguém achou ele muito bonito e levou. Da outra vez voltei com todos os meus pertences. 

- Aprendi a fazer uso do ditado em espanhol "al mal tiempo buena cara" e já não fico de tanto mimimi com o clima que por sinal anda bem agradável agora.

- Mudei minha visão sobre os coreanos. Não que eu tivesse uma antes, mas depois de conviver com tantos queridos, generalizei e passei a simpatizar demais com todo e qualquer coreano. 

- Estou pobre! Incrível como dá para gastar os ricos 3 mil do visto sem se dar conta... cada extrato uma emoção.

- A saudade de casa é enorme! Apesar de estar gostando da experiência, confesso que já pensei em voltar antes de completar 1 ano.


Curiosa a sensação de terminar essa lista, tão pouco tempo e já passamos por tantas coisas aqui... e pensar que ainda faltam mais 9 meses! ;)

Abraço!