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sexta-feira, 17 de maio de 2013

Kylemore Abbey

A primeira vez que prestei atenção nesse lugar foi assistindo um programa de viagens na televisão uruguaia, na hora lembrei que já tinha visto a Kylemore Abbey nos folhetos de excursões quando estive na Irlanda em 2010, inexplicavelmente não tinha dado muita bola.

Como pode alguém ver uma foto assim e não cogitar uma visita rs?


Pela história e as imagens passadas no programa fiquei muito curiosa para conhecer o lugar.  E a oportunidade se deu nessa viagem ao lado oeste da ilha.

Difícil descrever aqui a sensação de paz que este lugar transmite! Durante todo o caminho vemos paisagens bucólicas, montanhas, lagos, muros de pedras, muito verde, ovelhas por vezes andando pela estrada, pequenas vilas que matem vivo o gaélico,  um cenário bem diferente para quem está vindo da capital.

Tudo em volta da Kylemore Abbey é grandioso, magnifico e a história do castelo construído lá nos anos 1867 e 1871 parece coisa de cinema.





Há uma história de amor que dá um toque especial à visita: um abastado médico inglês mandou construir esse castelo divino como presente de casamento a sua amada esposa. 
A família Henry desfrutou da tranquilidade e beleza desse lugar por apenas 4 anos. Numa viagem do casal ao Egito, a mulher contraiu uma doença e faleceu aos 45 anos.

O casal tinha 9 filhos e após a morte trágica de Margaret Henry, o marido apaixonado vendeu a propriedade e voltou para a Inglaterra.

Antes da venda, ele construiu uma linda catedral em miniatura com estilo gótico localizada a poucos metros do castelo em homenagem à esposa. 



A propriedade foi adquirida pelo duque e duquesa de Manchester, e anos depois pela comunidade de freiras beneditinas irlandesas. As freiras transformaram o prédio em abadia e por alguns anos funcionou uma escola para meninas das famílias mais influentes da Europa e Asia. 

A visita conta ainda com um enorme jardim vitoriano. 

Casa do jardineiro.

O dia que fomos não estava muito agradável para passeios ao ar livre, chovia e ventava bastante, ainda assim pegamos o ônibus que leva ao jardim e passeamos um pouco pelos caminhos com as flores aparecendo timidamente e nos abrigamos numa das estufas quando a chuva ameaçou cair mais forte!
                                          
Só assim look louca para me proteger do vento! Esse guarda-chuva quebrou - o segundo - e finalmente me convenci que eles que não foram feitos para serem usados na Irlanda! :/



Acho um passeio super recomendável, vi muitos comentários reclamando da simplicidade do  interior do castelo, que tudo é meio sem graça e tal, mas com toda essa paisagem do lado de fora e tanta coisa para sentir num lugar especial como esse, não consigo encontrar argumentos para não conhecer a Kylemore Abbey!




O lugar só fica menos mágico pelo valor da entrada: 12,50 adultos e 9 estudantes. Mais informações nesse link! :P

P.S: excedi a cota de fotos por post! 

Abraço!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Cliffs of Moher

Era o lugar que tinha mais vontade de conhecer aqui na Irlanda.

E mesmo com as expectativas lá nas nuvens, achei os Cliffs of Moher ainda mais incríveis do que cheguei a imaginar. 

Dos quatro dias que reservamos para fazer essa viagem apenas no sábado a previsão indicava um pouco de sol e eu queria mesmo ver essa maravilha com o céu azulzinho!

Então, confiamos e fomos no sábado! Chegamos um pouco antes das 11h e o sol estava lá todo sem vergonha, lindo demais. 



Pagamos a entrada (6 euros comum / 4 euros para estudante) e começamos a trilha para o lado esquerdo, o inicio é bem tranquilo e tem uma barreira de proteção que passa realmente uma sensação de segurança para estar ali contemplando toda a beleza dos cliffs.



Mas ela acaba em poucos minutos de caminhada e a maioria das pessoas seguem, nós seguimos, com as devidas precauções, é claro! 
Não conseguimos ir muito longe porque apesar do lindo dia, havia um vento como nunca vi na vida! Não conseguia andar se não fizesse força, mal podia ficar com os olhos abertos e voltamos.

Encontramos um lugarzinho onde o vento não incomodava tanto, ficamos admirando, tirando fotos e depois fomos ver a exposição do centro turístico do parque e comer algo.


Um susto com a baguete de alface, ovo, tomate e maionese por 4 euros! Compramos suco e dividimos essa baguete ryca para enganar a fome até podermos buscar um lugar mais justo para comer. Dica: leve seu lanchinho rs.

Saindo do centro pegamos a trilha para o lado direito, por sorte o vento já não era um problema e pudemos fazer todo o caminho. 
Desse lado temos uma noção melhor dos 8km de extensão dos cliffs: uma vista de tirar o folego!





O parque é também uma zona de proteção especial por abrigar a maior colônia de aves marinhas da Irlanda, são 20 especies diferentes vivendo nessa região.

Os cliffs estão a 120 metros de altura sobre o oceano atlântico e os pontos mais altos podem chegar a 214 metros, realmente  impressionante! E é nessa parte mais alta que está a torre O´Brien que parece um castelinho e foi construída em 1835, pagando 2 euros é possível subir, mas não subimos. 




Há passeios de barco para quem quiser curtir tudo desde o mar. 

Os barcos saem do pier de Doolin e são duas opções de passeio: a primeira com duração de 1h navegando pelas margens dos cliffs e a segunda inclui essa navegação mais um passeio pela Aran Island e dura aproximadamente 4 horas.

A primeira opção custa 15 euros e fiquei com muita vontade de fazer o passeio, mas num dia com pouco vento e talvez um tantinho menos frio. 

Quem tiver interesse pode consultar o site da O' Brien Line.

Ah, juro que não entendo como as pessoas se arriscam tanto tirando fotos, eu achava tudo fantástico, mas não perdia o medo cuidado que um lugar como este requer, com que necessidade chegar nas bordas? 

Tiramos fotos lindas sem colocar nossa vida em risco em nenhum momento (algumas fotos podem até parecer que estou na ponta do despenhadeiro, mas é só porque meu fotografo é bom hehe).

                   Encontre as pessoas com as perninhas balançando no precipício! :P
             

                            Essa se inclinava toda e as amigas seguravam a alça da bolsa!

Não é por falta de aviso...


Para terminar deixo a cena do filme Harry Potter e o Enigma do Príncipe que foi gravada no Cliffs of Moher (sou fã rs! Os cliffs aparecem a partir de 1:18).



Abraço! ;)

Onde comer em Clifden: Off The Square

Se voltar algum dia a Clifden é certo que irei ao Off The Square novamente!

Clifden é uma cidadezinha pequena, bem cuidada e com aquele ar de todo mundo se conhece aqui. 

O centro é praticamente formado por uma avenida principal e mais duas ruazinhas curtas que a cortam! E é nesse pedaço que encontramos as opções de restaurantes e pubs.



O casal da guesthouse que estavamos hospedados recomendou esse restaurante e depois de darmos algumas voltas na cidade, resolvemos seguir a recomendação!

Chegamos e na mesa ao lado haviam 3 brasileiros já pagando a conta e fazendo elogios ao chef. Me entusiasmei, porque né? Ver 3 compatriotas falando bem da comida em português e inglês do jeito que gostamos de reclamar só pode ser um bom sinal rs!

Pedi um salmão - pela cara do prato nunca ia desconfiar que seria um dos mais gostosos que já comi até hoje, sério! - com vegetais e meu namorado um tipo de hambúrguer (um pão aberto com a carne envolta em queijo e bacon) com salada, batata frita e um molho da casa. 

Os preços são bons, o prato mais caro do cardápio custa 20 euros, o pessoal que atende é simpático e o lugar é agradável para almoçar/jantar.

Gostamos tanto que não deu nem para tirar foto da comida! :P

Hospedagem em Galway e Clifden

Ficamos hospedados em duas cidades diferentes: Galway e Clifden.

Ambas serviram de base para visitar as atrações mais incríveis da viagem, os Cliffs of Moher e a Kylemore Abbey.

Inicialmente procurei hospedagem em hostels e vi que as diárias ficavam em média 20 euros por pessoa no final de semana (seguindo o critério hostels com bons comentários, bem localizado e com até 6 pessoas no quarto). 

A surpresa foi entrar no site da booking.com e encontrar B&B e Guesthouse nesses lugares com diárias a partir de 50 euros para casal. Reservamos tudo pelo site e não tivemos inconvenientes.

Em Galway escolhemos a The Rise Guesthouse, a diária custou 50 euros sem café da manhã e cumpriu a expectativa de ser um lugar tranquilo para dormir. 

O quarto é amplo (tinha 2 camas de casal), a calefação funcionava direito, o atendimento não é dos mais cordiais e a localização só funciona para quem está de carro, pois apesar da guesthouse estar numa área com acesso a bares e restaurantes, não fica próxima ao centro de Galway.


Para quem quiser ficar hospedado mais próximo aos Cliffs, Galway não é a melhor opção, levamos cerca de uma hora e meia dirigindo e no caminho vimos várias opções de alojamento.

A vantagem de ficar em Galway é aproveitar a vida noturna que parece ser bem agitada. Fomos no The Quay Pub e Spanish Arch Pub, ambos estavam cheios e com boas bandas tocando ao vivo.

Em Clifden a escolha foi o Cornestones B&B, ótimo lugar! A casa é linda, a decoração é aconchegante, os donos são amáveis e atenciosos, o café da manhã servido é uma delicia (foi onde provei o famoso irish breakfast pela primeira vez!) e da janela do quarto viamos o campo e o mar, muita paz.





A Kylemore Abbey fica a poucos minutinhos da casa.

Só a noite ficava um pouco sinistro não ter sinais da civilização, as casas nessa parte são afastadas umas das outras e o centrinho de Clifden fica a 12km, olhava pela janela e era um breu total. 

Também é um lugar que só funciona para quem está de carro, a diária custou 60 euros e ficamos bem satisfeitos.

Abraço!

Costa Oeste Irlandesa de Carro

No mês passado pegamos a estrada em direção a costa oeste da ilha e visitamos Galway, Clifden e Connemara.

                                          Chegando nos Cliffs... pela esquerda! :P

Alugamos um carro na Europcar do centro de Dublin a um preço a principio bastante em conta, mas quando chegamos na agência para buscar o carro reservado, o atendente nos convenceu a trocar por um carro maior e mais caro, uma vez que a diferença que gastariamos abastecendo (o primeiro era a gasolina e o outro a diesel) compensaria a diferença do preço do aluguel entre um modelo e outro, e somadas as taxas de administração, de seguro extra e obrigatório (primeira vez dirigindo na mão inglesa é melhor estar precavido, né?), o valor final acabou quase dobrando!

Pagamos 117 euros num Golf 1.8 por um período de 4 dias, sendo que a diária do carro sem nenhum valor agregado corresponde apenas a 15 euros!

Para fazer esse roteiro Dublin - Galway - Cliffs of Moher - Galway - Kylemore Abbey - Clifden - Dublin enchemos o tanque do carro só uma vez e constatamos que realmente o valor pago a mais no aluguel foi compensado com o combustível mais barato. 

Gastamos 72 euros para abastecer e levamos um olé da máquina do posto enquanto tentavamos entender como funcionava o pagamento com o cartão de crédito, pois aqui não tem frentista para cobrar nem colocar a gasolina/diesel.

As estradas estão em ótimo estado e passamos por 2 pedágios tanto na ida quanto na volta (um custo total em torno de 10 euros), em alguns trechos de acesso às cidades menores as vias são consideravelmente estreitas e as paisagens em quase todo o trajeto são maravilhosas.

Sky Road num dia de muita neblina e vento

Acho uma delicia viajar de carro e ter a liberdade de parar onde quiser no caminho, passamos por vilas lindas, cidadezinhas pequeninas, mas de uma fofura enorme que fizeram essa viagem muito mais interessante.

Foi assim sem querer que Ennis entrou no roteiro e paramos aí para caminhar pelo centrinho e terminamos comendo numa pizzaria na volta do passeio aos Cliffs.



Qualquer semelhança é mera coincidência?

Para quem não se anima a sair dirigindo do outro lado, tem muito day trip partindo de Dublin para Galway (Cliffs of Moher) e Connemara (Kylemore Abbay) todos os dias.


Abraço!